Este é de longe o meu post mais inútil, até porque não chego a conclusão alguma, mas vamos lá...** Nota 1 ** depois de escrevê-lo, consegui mais dados que me levaram a uma conclusão.
Quem mexe com SEO e Links Patrocinados passa o dia trabalhando com - e a noite sonhando com - a mesma coisa, PALAVRAS-CHAVE! Ou será palavras-chaves? Qual a grafia correta? Como bom português lisboeta que sou, procuro escrever sempre o mais correto possível (não que eu não cometa erros, muito pelo contrário). Resolvi pesquisar um pouco no Google por plurais de substantivos compostos e vi que as referências de sites de Portugal (por exemplo no sapo.pt e Priberam) mencionam "PALAVRAS-CHAVE" como a forma correta, enquanto as referências brasileiras mencionam tanto PALAVRAS-CHAVES (UOL, Yahoo Respostas) quanto ambos como sendo formas corretas (Weblinguas).
Até que o Prof. Pasquale ou algum outro profissional da língua se manifeste, considero as duas como válidas, apesar de meus gens portugueses só me deixarem escrever palavras-chave!
** Nota 2 **: Depois de escrever este post, reparei que o próprio Google usa PALAVRAS-CHAVE" no Google Adwords:

Reparei também que para palavras-chave existem 10.500.000 resultados no Google, enquanto que para palavras-chaves 891.000, ou seja, menos de 10%. Quem sabe afinal meus instintos lusitanos estejam corretos!
** Nota 3 **: A professora de português de meu filho afirmou que o correto é Palavras-chave.
WE HAVE A WINNER - PALAVRAS-CHAVE!
** Nota 4 **: O excelente comentário abaixo de Simônides Bacelar, do dia 13/12/2009, conclui que não necessariamente há uma versão correta. Vale a pena ler. Se não houvessem as "transgressões" à língua, esta não evoluiria, e até hoje falaríamos "vossa mercê" ao invés de você. Porém, até que ponto é "evolução da língua" os erros descritos neste blog sobre exemplos de erros em crase de empresas como a Johnson&Johnson?











17 comentários:
Cara, muito bom seu post.
Estava com esta dúvida, havia escrito em um relatório "palavras-chave" (apesar de eu não ter quaisquer genes lusitanos), mas fiquei na dúvida e com preguiça de abrir uma gramática pesquisei no google, que acabou me deixando com mais dúvidas ainda.
Mas seu post me ajudou a escolher a vencedora!
Obrigado e parabéns
Alexandre Capellozza
Obrigado, Alexandre. A dúvida não é só tua ou minha, pois este post é bastante acessado. Curiosamente, você foi o primeiro a deixar um comentário. Valeu :-)
Olá!
Por um grande acaso acabei chegando ao seu Blog, bem legal o modo que você escreve, parabéns.
Não vou me embasar para lhe afirmar que as duas maneiras são corretas, me lembro de alguns estudos para a época de vestibular, o que determinaria a diferença é a palavra ( artigo ) que vem antes.
Mas de acordo com seus argumentos, se estivermos pensando em ser encontrados na internet, seria mais prudente utilizar o palavras-chave, mas mais inteligente ainda seria utilizar as duas formas, assim seria mais fácil ainda ser encontrado, concorda ?
Pois bem, é isso aí, o importante é nos comunicarmos.
sucesso !
Eu esperava um pouco mais da postagem. Além de informar a grafia correta, você poderia ter explicado o porquê da variação apenas de uma das palavras. Só uma sugestão para que ficasse mais completo o post.
Oi, Lyllyka.
Como eu trabalho com Google, dei a perspectiva Google da minha busca pela resposta correta. Cada um dos links que mencionei dá a sua justificativa para uma versão ou a outra. Entre neles e tire a sua conclusão. Eu simplesmente relatei os passos e o porquê da minha escolha. Continuo no aguardo do Prof. Pasqual para fornecer a resposta final e definitiva. Alguém aí tem o email dele? :-)
Posso dizer que também gostei do post. Curto, porém objetivo.
Obrigada, acabou com a minha dúvida...
sempre usei palavras-chave, e com um tiquinho de falha na convicção. não usaria, entretanto, o número de hits do google para desempatar uma disputa entre as duas formas. por outro lado, nos cabeçalhos do google aparece na forma que eu uso normalmente, então deve ser mesmo. valeu pela pesquisa.
Palavras-chaves ou palavras-chaves?
Ambos os termos existem na linguagem. Bons linguistas afirmam que todas as formas existentes na linguagem são patrimônio do idioma. Nesse contexto, ambos são termos de uso legítimo. Existem também as formas sem hífen - palavras chave e palavras chaves -, mas são de pouco uso e contrárias às normas para nomes compostos.
Porém, a forma preferencial é palavras-chave por seu maior número de usos e por ser mais conforme às regras gramaticais. Preferencial, mas não poderia ser exclusiva ou a correta (esse último termo, correto, tem sido muito contestado).
Também recomendáveis: recomendações-chave, elementos-chave, papéis-chave, genes-chave, ideias-chave, normas-chave, pontos-chave.
Talvez seja uma questão a mais, mas penso que vale acrescentar o seguinte: em referência a indicadores temáticos usados em um artigo científico para fins de pesquisa, melhor nome seria termos-chave em lugar de palavras-chave, já que palavra significa essencialmente fonemas, ou seja, está mais conexa à emissão de termos falados, como se vê nos dicionários, ao lado de unidade escrita entre espaços em branco, como segundo significado.
Aqui vai uma sugestão, mas com boa base para discutir a respeito: palavra procede do latim parabola, este vem do grego "parabolé", de "para", adjacente, e "bolé", objeto lançado; de "ballo", lançar (Houaiss, 2001).
Daí, veio o nome parábola, narração analógica destinada (lançada) para comparações. Por ser narração, proveio então o sentido etimológico do termo palavra, que também significa voz, discurso, fala. Depois, por extensão, passou a ter sentido de termo escrito.
Ainda sobre a questão da palavra-chave, existe a regrinha que aprendemos na escola: o plural de compostos formados por dois substantivos (palavra e chave) em que o segundo (chave) limita o significado do primeiro (palavra) só o primeiro elemento varia (E. Bechara, Mod. gram. port., 1999, p. 130). Exs.: indivíduos-controle, grupos-alvo, grupos-placebo, hospitais-escola, populações-alvo (o segundo termo especifica, isto é, limita a acepção de hospital), fato análogo corre com palavras-chave. A função sintática do segundo substantivo é especificar o sentido do primeiro. Para isso, é desnecessário o seu plural, cujo uso configura analogia à função normal dos adjetivos. Estes, por norma, concordam em gênero e número com os substantivos a que se referem. Sem hífen, força-se a adjetivação do substantivo (culturas celulares padrão, por culturas celulares-padrão) e descaracteriza-se a composição de dois nomes que juntos indicam significado único, como se justificam, de regra, os nomes compostos.
Mas existem as exceções: acatados dicionários trazem pontos-limites ao lado de pontos-limite. Há também licenças-maternidades, licenças-paternidades e licenças-prêmios (Aurélio, 2004), pombos-correio e pombos-correios (Houaiss, 2001). Assim, pode-se escrever: técnicas padrões não se aplicam a essa cirurgia.
Mas, em respeito à norma, fica: técnicas-padrão não se aplicam a essa cirurgia.
Como opção, há quem use descritores ou unitermos em lugar de palavras-chave(s). Convém considerar que, em rigor, estes não são os melhores nomes, pois o primeiro é um adjetivo, para o qual haveria referência ao respectivo substantivo, talvez termos descritores, e o segundo é impróprio para expressões com mais de um termo, já que não se usam bitermos, tritermos, poli ou multitermos e, ainda, está sem dicionarização, ausente do VOLP inclusive.
Repetindo para concluir, o amplo uso das grafias palavras chaves e palavras-chaves torna legítimas essas formas. Mas é preciso considerar que usar exceções pode ocasionar questionamentos. É claro que quem faz a língua é o povo, mas é preciso considerar que há mais vantagem em usar formas que ninguém critique ou que haja menor número de críticas a respeito. Assim, ao usar palavras-chave, estaremos ao lado da maioria e da gramática. Uma questão de opção.
Simônides Bacelar
Médico, pesquisador em linguagem médica - Instituto de Letras, Universidade de Brasília, DF
Mais claro impossível, Simônides. Não consegui a resposta do Prof. Pasquale, mas o seu foi sem dúvida esclarecedor.
valeu pelo post. Deu para esclarecer bem qual é o correto.
Ja aproveitando que estamos falando deste assunto, tenho um post que trata de como usar palavras-chave em blogs, se alguem se interessar.
http://www.publicidade-na-web.com/2010/02/palavras-chave-um-desafio-seo-ser.html
Abraço
Adriano
Schultze,
obrigado por levantar a bola no seu blog. É claro que esse assunto vem de longe o post é de agosto de 2006, mas me serviu muito bem e tenho certeza que a outros interessados (e preocupados) em escrever corretamente a nossa língua.
Um agradecimento a Simônides Bacelar que eliminou de vez as dúvidas e ainda fez mais rico o nosso conhecimento.
A todos um grande abraço.
Simônedes é melhor que Paschoal!
Mas, visto que houve a nova reforma, fiquei ainda na dúvida. E o hifen?
Sobreviveu? Ainda será palavras-chave ou palavras chave?
Aparece aí Simônedes!!!
Antonio Santana
Valeu pelo post.
Ajudou com a dúvida que eu tinha!
Alexandre, longe de ser inútil o seu post!
Acaba de me tirar a dúvida para um proposta ;)
Obrigado!
Parabéns pelo post, você foi simples, porém, muito objetivo e ainda me ajudou em um artigo que estou fazendo sobre Mobilidade em Tecnologia da Informação.
Obrigado
Muito bom! Parece bobeira se ligar nesses detalhes, mas também fico incomodado de passar um erro adiante. Parabéns pela iniciativa do post e obrigado ao Simônedes pela grande ajuda.
Lucas
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