Só uma notícia inusitada dessas para me fazer sair do ostracismo blogueiro. Fui almoçar em casa, e decidi voltar à agência de bicicleta, já que finalmente parara de chover. Eis que cruzo com um carro vermelho com uma câmera no capô e um adesivo Google Maps na porta. Finalmente o Google Maps Street View chega a São Paulo, muito tempo depois do prometido por um dos diretores do Google. Desde o início de Março ouço relatos de pessoas perto de casa que viram o carro, então estranhei o fato de só agora ele ter passado na minha rua. O carro deu uma volta de 360º em uma rotatória, o que me chamou a atenção para o adesivo Google Maps. Não tive dúvidas. Dei meia volta, saquei o iphone e fui atrás do cujo dito tirando fotos. O pior é que o carro andava rápido. Pedalando com um iphone na mão, eu estava em clara desvantagem. Por sorte, num dos 360º em outra rotatória, consegui alcançá-lo e finalmente, quase na esquina de casa, tirar a foto acima.Resta saber se nessa perseguição vou acabar aparecendo no Google Maps Streetview.
9 de abril de 2010
9 de outubro de 2009
SEO para pessoas ou para Search Engines?
Acabei de ler um post interessante do Randfish, do SEOmoz com mais um par dos seus gráficos porretas. Ele aborda o eterno discurso white hat SEO de fazer SEO para as pessoas, e não para os search engines."Faça um site bem feito para as pessoas que os sites de busca vão gostar". Ele ataca esse conceito, e afirma que um monte de ações que fazemos em um projeto de SEO jamais seriam feitas caso não existissem os sites de busca, como robots.txt, sitemap.xml, meta tags, etc...Quando trabalhamos title e meta tags, porém, estamos trabalhando o que o usuário LÊ nos resultados de busca, logo estamos visando sim o usuário, e o site de busca é apenas o intermediário da mensagem. Mas o conceito apresentado por ele é fundamentalmente correto e aplicado pela SEO Marketing. Nos nossos projetos de SEO, focamos sempre no usuário final, mas cobramos - e bem - para fazer com que os sites de busca consigam encontrar e rankear bem esse conteúdo que construimos para os internautas :-)
Nota: Lendo o meu último post sobre como funciona o Google, pode parecer que estou me contradizendo. O post anterior, porém, aborda como o Google deveria elaborar o seu algoritmo, e não como necessariamente um projeto de SEO deva ser executado.
27 de setembro de 2009
Como Funciona o Google (ou deveria)
Semana passada, voltou à tona um assunto que eu já considerava morto, e o Google finalmente jogou a pá de cal no assunto. Matt Cutts reforçou que as meta name="keywords" não são usadas pelo Google no cálculo do posicionamento de sites.Verdade seja dita, quando otimizo um site ou monto uma campanha Adwords uso bastante o meta name=keywords, mas como fonte de consulta de palavras-chave em sites de concorrentes. É significativa a quantidade de sites que ainda colocam as suas principais palavras-chave de trabalho nessa meta tag.
Existe um princípio básico que justifica ao Google e demais search engines sérios ignorar o meta keywords: não são vistos pelo usuário! O que os olhos não vêem o coração não sente, e o que o usuário não vê o Google não considera, ou não deveria, para efeito de posicionamento de um site (desculpem por essa, não resisti :-). A leitura Google, e posts de seus especialistas, como Matt Cutts e Pedro Dias, sempre frisa a importância de escrever para as pessoas, e não para o Google. As meta keywords em momento algum aparecem para o usuário, logo não devem ter qualquer relevância para o posicionamento Google.
Esse raciocínio deve ser sempre usado quando tentarmos adivinhar que fatores internos influenciam o posicionamento. Vejamos por exemplo o TITLE, que é utilizado pelo Google como a primeira linha exibida nos resultados de busca e com isso torna-se um importantíssimo fator de posicionamento da página. Por outro lado, o Google só exibe setenta e poucos caracteres em sua tela de resultados, logo qualquer coisa escrita além disso não é vista pelo usuário, e com isso não pode ter o mesmo peso dos caracteres iniciais.
O algoritmo do Google procura simular da forma mais fiel possível o comportamento e reações de nós, reles mortais. Ao ponderar a importância de um elemento para o posicionamento do site, ponha-se no lugar de um usuário e avalie a importância desse elemento para a experiência de navegação, pois é é isso que o algoritmo do Google procura fazer!
11 de setembro de 2009
Os jornais seguem a Applestore
Quem usa o iPhone provavelmente já se aventurou a pagar $0.99 por algum aplicativo na Apple's App Store. Quem não o fez, não sabe o que está perdendo. Um grande número de desenvolvedores se deram conta que dá para ter um senhor lucro vendendo programas a esse valor, mais barato do que um cafezinho. O aplicativo que comprei de Zoom digital e steady shot para a câmera fotográfica do iPhone custou isso. Quer acompanhar o Brasileirão? Tem programa para isso. A App Store registrou 1 bilhão de downloads de aplicativos em 12 meses e 75 mil aplicativos disponíveis.Pois bem, os jornais americanos pretendem copiar esse modelo e quem sabe com isso sair da crise que assola sua indústria. Chamaram o Google e outras empresas para apresentar soluções para remunerar seu conteúdo online. Leia a aqui e aqui. Basicamente, querem poder vender a leitura de uma matéria por, digamos, 2 centavos. O Google foi chamado por ter uma solução concorrente do Paypal e no Brasil o Pagseguro, o Google Checkout.
Parece ser um modelo interessante. Partiram de um modelo de remuneração por assinatura para um modelo remunerado por publicidade e, parecem estar indo para um modelo onde você paga muito barato pelo acesso a algum conteúdo. Se vai dar certo, são outros 500, mas pessoalmente gosto da idéia, até porque já criei o hábito de pagar por aplicativos baratos.
25 de agosto de 2009
Liskula Cohen e o anonimato no blogspot...
Até que ponto é justo usar-se do anonimato para prejudicar outras pessoas? Em uma verdadeira novela mexicana do SBT (nem sei se ainda existe isso), uma blogueira anônima difamava a supermodel Liskula Cohen (meio anorexica a moça, não?), denegrindo-a de todas as formas. Ela teve recentemente o seu nome divulgado pelo Google por uma decisão judicial. Leia a estória nesta matéria. Pois é, as duas tinham tido diversos atritos passados, envolvendo até namorados em comum. O caso ganhou ampla divulgação da mídia americana, e agora a blogueira quer processar o Google por ter divulgado o seu nome e causado prejuízos enormes à sua reputação.Pessoalmente, acho uma covardia usar-se do anonimato para descer a lenha em outra pessoa, então até concordo com esta decisão judicial. Por outro lado, como em casos de perseguição política, o anonimato pode ser a única forma de expressão. A dúvida que fica no ar é se é a melhor opção deixar o judiciário responsável pelo anonimato ou não na internet...
18 de agosto de 2009
Por que limpou? Limpou por quê?
Um belo dia, algum programador web decidiu que tinha de enfiar um botão LIMPAR ao final de cada formulário de contato, ao lado do botão ENVIAR. Um outro programador achou interessante, e sem pensar, copiou o botão. E a praga se espalhou... Inúmeros sites hoje possuem o famigerado botão ao final dos formulários de contato.Nas consultorias de usabilidade de sites que presto, sempre pergunto o porquê desse botão, e a resposta é invariavelmente um longo silêncio, seguido de um "É mesmo. Sei lá, nunca parei para pensar nisso."
Convenhamos, se a pessoa desistiu de preencher um longo formulário, sai da página, não vai limpar o conteúdo. E ninguém vai chegar ao final do formulário e dizer "putz, não me chamo João Carlos, meu RG não é esse e tenho 40 anos, não 20. Deixe-me limpar o formulário. Ufa, ainda bem que existe um botão de LIMPAR".
A inutilidade do botão não é o pior. Imagine o seu potencial cliente chegando ao final de um longo formulário e inadvertidamente apertar o botão limpar, que caprichosamente possui mais destaque que o próprio botão ENVIAR. Resultado? O cara volta pro Google P da vida, e nunca mais volta ao seu site. O seu trabalho de SEO / SEM é jogado fora por um detalhe que nunca ninguém parou para pensar.
6 de agosto de 2009
SMX Sao Paulo 2009 - o que aconteceu
O SMX São Paulo 2009 marcou a primeira participação da SEO Marketing como patrocinadora de um grande evento de Search. Também serviu para "inaugurar" o Twitter da agência (seomarketingbr). Para completar, participei do painel "SEO Tips: dicas de SEO que você não lê em nenhum lugar" (sou o primeiro da esquerda p/ a direita) com o Paulo Rodrigo Teixeira (marketing de busca), Fabio Ricota (mestreseo) e Alexandre Kavinski (iCherry), que originalmente dividiria o painel com Danny Sullivan. O painel foi montado com esses profissionais de última hora pela ausência lamentável da maior estrela do evento, Danny Sullivan, que não tirou o visto brasileiro a tempo. Em compensação, na minha opinião era exatamente o painel que faltava na programação original, com os "SEOs de trincheira" - o grande Kavinski já é figura conhecida, mas um evento de Search sem o Paulo falando tem uma grave falha de programação, e o Ricota tem feito muita coisa legal lá em Minas, desenvolvendo inclusive serviços de assinatura de ferramentas SEO avançadas. Gostei muito de compartilhar o painel com eles.Dito isso, o evento...
Os painéis da tarde do do SMX São Paulo 2009, módulo business / intermediário, foram muito parecidos aos do ano passado, com mesmos palestrantes, mesmos cases, mesmos temas. Deu uma sensação forte de Déjà Vu em alguns casos. Quem não participou do ano passado deve ter achado interessante. O Twitter virou parte integrante do evento, com palestrantes twittando direto do palco, respondendo perguntas vindas do twitter, exibindo na tela de forma instantânea reação de pessoas às apresentações - via Twitter.
Tivemos 2 apresentações na manhã. Erica Schmidt, da Isobar, comentou da importância de testes em landing pages e de como a mídia offline influencia o online. Citou cases de empresas americanas que lançam campanhas bem integradas de TV + links patrocinados. Afinal, o espectador vê algo na TV e vai logo em seguida pesquisar na internet o que viu.
Em seguida, o Danny Sullivan falou via Skype. A imagem estava boa, mas o som horrível. Confesso que o som falhava tanto que não consegui focar na apresentação (devo ter TDAH).
Ponto positivo: O almoço! Ano passado comemos todos de pé sanduiches, este ano sentadinhos e de garfo e faca :-). A sobremesa? Divina! Mas 2 horas de almoço???
Os painéis da tarde do tracking business + intermediário foram interessantes, mas superficiais. Esperava muito do painel de ROI em grandes varejistas, mas um bom tempo do painel foi gasto discutindo se vale mais a pena usar agências ou serviços in-house.
Não acompanhei os paineis Avançandos (fora o que eu participei), mas ouvi dizer que o painel "Pimp my Site!" foi bem interessante, discutindo na frente de todos falhas de sites sugeridos pelo público.
E teve o coquetel :-). Mais uma chance para rever o pessoal de Search e botar o papo em dia.
Conclusão: Se quiser continuar forte ano que vem, sugiro ao SMX São Paulo se reinventar, misturar os palestrantes atuais com gente nova, e principalmente atrair clientes finais (anunciantes) para atrair mais patrocinadores. Basicamente, fazer valer os perto de R$ 1.000 do ingresso. Ou mudar o evento para o Rio, pegando uma audiência nova. O evento acabou virando uma grande confraternização dos profissionais de Search.
Conversei com Sara Holoubek, presidente do SEMPO, sobre isso, e ela disse que esse mesmo processo já aconteceu em outros países, como EUA. Espero que, como lá, isso seja revertido no Brasil. Veja algumas fotos do SMX São Paulo 2009 (iphone quality, sorry).
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